AVEIRO: HOJE O MUNICÍPIO ESTÁ EM FESTA – 236 ANOS DE FUNDAÇÃO

AVEIRO: HOJE O MUNICÍPIO ESTÁ EM FESTA – 236 ANOS DE FUNDAÇÃO

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Praça em frente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Prefeitura Municipal (logo estará em uma nova estrutura)
Câmara Municipal

Hoje, 23 de agosto de 2017, Aveiro no Estado do Pará, comemora 236 anos de fundação. Cidade localizada estrategicamente à margem direita do Rio Tapajós, Aveiro foi ponto de passagem, tanto para os colonizadores europeus, quanto povos indígenas, estes últimos desde tempos imemoriais.

A aldeia Taparajó-Tapera, de índios mundurucus, foi o primeiro local a ser habitado com fins de ocupação pelo não índio, ainda em período colonial. Era o período da catequese ao gentio da terra. Em 1766 observava-se certa prosperidade na aldeia, que já contava com uma igreja coberta de palha e era dirigida pelo sargento José Antônio de San Payo.

Conceição Esporte Clube
Esporte Clube Ferroviário

No ano de 1781, a localidade de Taparajó-Tapera, por determinação do Governo e Capitão-General do Grão Pará, José de Nápoles Tello de Menezes, foi elevado à categoria de povoado tendo denominação alterada para o lugar de Aveiro. O objetivo do Governador era colonizar aquela imensa região e naquele mesmo ano determinou que a localidade fosse dirigida, ou governada, por Francisco Alves Nobre, que residia às margens do Tapajós. Naquele período a povoação foi elevada à categoria de Freguesia sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, tendo permanecido nesta condição até o final do período colonial brasileiro.

CREAS
Delegacia de Policia

Foi observado pelas autoridades imperiais, notáveis desenvolvimento sócio-econômico da localidade, o que possibilitou, em 1883, a criação do Município, que foi solenemente instalado no ano posterior. A partir de 1930, o Município sofreu inúmeras extinções, sendo que somente a partir de 1961 é que se estabilizou a situação política e administrativa de Aveiro.

A principal manifestação religiosa do Município se constitui na festa da santa padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Outras festas, porém, movimentam a população da cidade durante o ano, como a festa de São José do Sagrado Coração de Jesus, a festa de São João Batista, Festa do Balão Vermelho, Festividade de São Benedito (Popular Festa do Gambá), Festival Folclórico da Cidade de Aveiro, Festival do Acarí, Festival da Pororoca e Festival do Tucunaré. 

As manifestações populares apresentam grande expressividade, com destaque para a Desfeiteira e Amazurca, apresentadas durante as festividades religiosas, que, com suas performances e indumentárias preservam a cultura local.

Até hoje, vários já passaram e ocuparam o cargo de gestor, sendo eles: Prefeito Interino (Pró-Tempore): nomeado em 1961/ 1962: (dois anos) FRANCISCO DAS CHAGAS ARAÚJO; 1º – Prefeito eleito em 15-11-1962, assumiu em 1963 / 1966: (quatro anos) HUMBERTO DE ABREU FRAZÃO VICE RAUL CHAVES SOLEDADE; 2º – Prefeito eleito em 15-11-1966, assumiu em 1967 / 1970: (quatro anos) JOSÉ FRANCISCO BARBOSA SENA

Bradesco

ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS; 3º – Prefeito eleito em 15-11-1970, assumiu em 1971 / 1972: (dois anos) ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS – MANOEL BARBOSA DA SILVA; 4º – Prefeito eleito em 15-11-1972, assumiu em 1973 /1976: (quatro anos) ANTONIO ELIAS BECHARA -EMMANOEL HITO DOS SANTOS; 5º – Prefeito eleito em 15-11-1976, assumiu em 1977 / 1982: ( seis anos) ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS – ELÍDIO COELHO LIMA;  6º – Prefeito eleito em 15-11-1982, assumiu em 1983 / 1988: (seis anos)

LEON CORRÊA BOUILLET – MANOEL BARBOSA DA SILVA; 7º – Prefeito eleito em 15-11-1988, assumiu em 1989 /1992: (seis anos); ALTAMIRO RAIMUNDO DA SILVA  – ALBERTO NUNES DA CRUZ; 8º – Prefeito eleito em 03-10-1992, assumiu em 1993 / 1996: (quatro anos); LEON CORRÊA BOUILLET – MARIA GORETE DANTAS XAVIER; 9º – Prefeito eleito em 03-10-1996, assumiu em 1997 / 2000: (quatro anos); MILANEZ AUZIER PINHEIRO  – REGINALDO BRINDEIRO MAIA; 10º – Prefeito Eleito em 03-10-2000, assumiu em 2001 / 2004: (quatro anos); ADALBERTO VIANA DA SILVA – DAVID SANTIAGO DIAS; 11º – Prefeito eleito em 03-10-2004, assumiu em 2005 / 2008: (quatro anos)  MARIA GORETE DANTAS XAVIER – OLINALDO BARBOSA DA SILVA; 12º – Prefeito eleito em 05-10-2008, assumiu em 2009 / 2010: (dois anos); MARIA GORETE DANTAS XAVIER – LUIZ MAGNO DE SOUSA LIMA; 13º – Prefeito eleito em 03-06-2011, assumiu em 2011 / 2012: (dois anos) RANILSON ARAÚJO DO PRADO – MARIA DA FÉ SANTIAGO ALVORÊDO;  14º – Prefeito Eleito em 07-10- 2012, mandado de Janeiro 2013 à Dezembro de 2016  OLINALDO BARBOSA DA SILVA – LUCIANO SOUSA DO NASCIMENTO. Hoje, Aveiro tem como gestor eleito no último Pleito, o Senhor VILSON GONÇALVES, que tem como Vice Prefeita a senhora CONCEIÇÃO SANTIAGO, que conta com uma equipe de trabalho, no primeiro escalão, com dez profissionais, sendo eles: ALOISIO FLÁVIO DE SOUSA- Secretário Municipal de Administração; SIMONE CRISTINA FERREIRA TEIXEIRA – Secretária Municipal de Assistencia Social; GILMAR DE ARAÚJO OLIVEIRA, Secretário Municipal de Educação; MAURICIO MACHADO DE ARAÚJO; Secretário Municipal de Saúde; FRANCINEI SENA DO NASCIMENTO, Secretário Municipal de Mineração e Meio Ambiente; JOÃO VALDIR TALAU, Secretário municipal de Obras; JELBERSON ADRIANO DA SILVA, Secretário Municipal de Agricultura; FÁBIO JUNIOR MOURA PIMENTA, Secretário Municipal de Cultura; RÔMULO ALVES DA SILVA, Chefe de Gabinete, e DANILO DIAS GOES, Tesoureiro da Administração. A Câmara Municipal de Vereadores do município de Aveiro é composta de nove membros a seguir discriminados, obedecendo a sua classificação nas urnas: ANTONIO PAULO Dantas Xavier (PSDB); ULISSES José da Sila (PMDB); RAIMUNDINHO MENESES – Raimundo Nonato da Silva Menezes (PMDB); MIGUEL Ângelo Dantas Xavier (PSDB); ANTONIO ELIDIO da Freitas Silva (PSB); GARRINCHA – José da Silva de Oliveira (PTN); PROFESSOR NETO – Perciliano dos Anjos Pessoa Neto (PSB); PAULO HENRIQUE Alvoredo da Cruz (PSC) e HELIO DO DEMETRIO – Hélio Augusto Leite Ribeiro (PMDB).  O Prefeito Vilson Gonçalves, que tem como slogan a frase: “TRABALHO E COMPETÊNCIA”, junto com a sua equipe, nesses oito meses como gestor, vem fazendo um ótimo trabalho, tanto na sede do município, como também na área rural, fazendo jus aos votos recebidos e a frase usada. Parabéns AVEIRO!!! 

Informações: FÁBIO JUNIOR MOURA PIMENTA, Secretário Municipal de Cultura

VEJA ABAIXO, O HISTÓRICO COMPLETO SOBRE AVEIRO…

Praia “Recanto dos Sonhos”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTADO DO PARÁ

PREFEITURA MUNICIPAL DE AVEIRO

SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO E CULTURA

AVEIRO

Formação Administrativa: Distrito criado com a denominação de Aveiro, em 1781, no município de Itaituba.

Elevado à categoria de município com a denominação de Aveiro, por Lei Provincial, nº 1.152, de 04 abril de 1883, desmembrado de Itaituba. Constituído de 2 distritos: Aveiro e Brasília Legal. Instalado em 1884.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município é constituído de 5 distritos: Aveiro, Brasília Legal, Pinhel, Rio Cupari e Uruçagui.

Pelo Decreto Estadual nº 6, de 04 de novembro de 1930, o Município de Aveiro foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Santarém. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura ao município de Santarém o Distrito de Aveiro, assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

Elevado novamente à categoria de Vila com denominação de Aveiro, desmembrado de Santarém e Itaituba, pela Lei Estadual nº 1.127, de 11 de março de 1955. Sede na Vila de Aveiro. Constituído de 2 Distritos: Aveiro e Brasília Legal. Pelo acórdão do STF, de 04 de outubro de 1955, foi anulada a criação do Município, voltando seu território à condição de Distrito. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o Município de Aveiro permanece no Município de Santarém.

Elevado novamente à categoria de Município com a denominação de Aveiro, pela Lei Estadual nº 2.460, 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Santarém e Itaituba. Sede no antigo Distrito de Aveiro, Constituído de 3 Distritos: Aveiro, Brasília Legal e Pinhel. Reinstalado em 10 de abril de 1962, assim permanecendo nas divisões territoriais datadas de 01 de janeiro de 1979 e 14 de maio de 2001.

Resumo Histórico: Localizado estrategicamente à margem direita do Rio Tapajós, Aveiro foi ponto de passagem, tanto para os colonizadores europeus, quanto povos indígenas, estes últimos desde tempos imemoriais.

A aldeia Taparajó-Tapera, de índios mundurucus, foi o primeiro local a ser habitado com fins de ocupação pelo não índio, ainda em período colonial. Era o período da catequese ao gentio da terra. Em 1766 observava-se certa prosperidade na aldeia, que já contava com uma igreja coberta de palha e era dirigida pelo sargento José Antônio de San Payo.

No ano de 1781, a localidade de Taparajó-Tapera, por determinação do Governo e Capitão-General do Grão Pará, José de Nápoles Tello de Menezes, foi elevado à categoria de povoado tendo denominação alterada para o lugar de Aveiro. O objetivo do Governador era colonizar aquela imensa região e naquele mesmo ano determinou que a localidade fosse dirigida, ou governada, por Francisco Alves Nobre, que residia às margens do Tapajós. Naquele período a povoação foi elevada à categoria de Freguesia sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, tendo permanecido nesta condição até o final do período colonial brasileiro.

Foi observado pelas autoridades imperiais, notáveis desenvolvimento sócio-econômico da localidade, o que possibilitou, em 1883, a criação do Município, que foi solenemente instalado no ano posterior. A partir de 1930, o Município sofreu inúmeras extinções, sendo que somente a partir de 1961 é que estabilizou-se a situação política e administrativa de Aveiro.

A principal manifestação religiosa do Município se constitui na festa da santa padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Outras festas, porém, movimentam a população da cidade durante o ano, como a festa de São José do Sagrado Coração de Jesus, a festa de São João Batista, Festa do Balão Vermelho, Festividade de São Benedito (Popular Festa do Gambá), Festival Folclórico da Cidade de Aveiro, Festival do Acarí, Festival da Pororoca e Festival do Tucunaré.

As manifestações populares apresentam grande expressividade, com destaque para a Desfeiteira e Amazurca, apresentadas durante as festividades religiosas, que, com suas performances e indumentárias preservam a cultura local.

Dados Gerais do município:

GENTÍLICO: Aveirense. (HOUAISS)

POPULAÇÃO: 18.484 habitantes. (IBGE)

ELEITORES: 9.467 (TER – Seção de Informações e Estatísticas Eleitorais)

DISTRITOS: Sede Brasília Legal e Pinhel. (IBGE)

DISTÂNCIA DA CAPITAL: 796 km.

LOCALIZAÇÃO: O Município de Aveiro pertence à Mesorregião Sudoeste Paraense e à Microrregião Itaituba. A sede municipal tem as seguintes coordenadas geográficas: 03º 36’ 15’’S e 55º 19’ 15’’W Gr.

LIMITES: Ao norte Santarém, Juruti e Belterra; a leste Santarém e Rurópolis; ao sul: Rurópolis e Itaituba; a oeste Estado do Amazonas. (SEPLAN/ESTATÍSTICA)

EXTENSÃO TERRITORIAL: 17.082.30 km2 (SEPLAN/ESTATÍSTICA)

SOLO: Os solos do Município de Aveiro são constituídos predominantemente pelo Latossolo Amarelo distrófico, Textura Argilosa, Podzólico Vermelho Amarelo Textura Argilosa, Podzólico Vermelho Amarelo cascalhento Textura Argilosa, pequenas manchas de Latossolo Vermelho Amarelo distrófico Textura Argilosa, Terra Roxa Estruturada eutrófico Textura Argilosa, e Hidromórficos Gleyzados eutróficos e aluvial distrófico, ambos com textura indiscriminados. (SEPLAN/ESTATÍSTICA)

VEGETAÇÃO: A maior parte do município e coberta pela Floresta Densa com emergentes, nas margens do Rio Cupari. Em áreas isoladas, ocorre a Floresta Aberta mista (com palmeiras). Ao longo das margens do Rio Tapajós, onde existem influencias de inundação, e nas ilhas predominam as formações pioneiras e áreas de Tensão ecologia onde a Floresta Densa se encontra com as formações pioneiras.

TOPOGRAFIA: Na sede, a altitude regula, aproximadamente, 40 metros. Para o sul, a topografia se torna mais expressiva alcançando mais de 230 metros, nas áreas paleozóicas da Bacia Amazonas.

GEOLOGIA E RELEVO: A geologia no Município de Aveiro é representada predominantemente pelos sedimentos terciários da Formação Barreiras constituída de arenitos, argilitos caulínicos siltitos e subordinadamente ao sul do Município pelos sedimentos paleozóicos da Bacia Amazonas, onde despontam o Grupo Urupadi, com as formações Trombetas-siluriano, Maecuru (Devoniano Inferior) e Ererê (Devoniano Médio). Formação Curuá (Devoniano Superior) e o Grupo Tapajós, com as formações Monte Alegre (Carbonífero Inferior) e Nova Olinda ( Carbonífero Superior). Estão presentes, ainda, manchas de rochas básicas de mesozóicas, que correspondem ao Diabásio Penatecaua. Recobrindo toda essa seqüência, estão os sedimentos inconsolidados do Quaternário Subatual e Recente, localizados nas margens dos Rios. Acompanhando a geologia, o relevo possui áreas em colinas, planaltos tabulares, baixos platôs, amazônicos, terraços e várzeas que morfoestruturalmente correspondem ao Planalto Rebaixado da Amazônia-Médio Amazonas. (SEPLAN/ESTATÍSTICA)

HIDROGRAFIA: A hidrografia no Município de Aveiro é representada, prioritariamente, pelo Rio Tapajós que faz limite parcial ao sul com Rurópolis, em parte do seu médio e baixo curso. O Tapajós recebe em ambas as margem uma série de afluentes inexpressivos. Na margem direita está localizado o mais importante, Rio Cupari, no seu baixo curso que serve de limite parcial a sudoeste com Rurópolis. É na margem direita que está situada a sede do Município. Pela margem esquerda o Rio Tapajós recebe alguns igarapés como: Paronin, Açú, Arara e igarapé Furo do Custódio, limite com Itaituba. No centro e a oeste, desçam-se as nascentes dos Rios Andirá, Mamurú e Arapiuns.

CLIMA: As características climáticas do Município não diferem muito das de sua região. A temperatura do ar é sempre elevada, com média anual de 25,6ºC e valores médio para a máxima de 31ºC e, para mínima de 22,5ºC. Quanto a umidade relativa, apresenta valores acima de 80%, em quase todos os meses do ano. A pluviosidade aproxima-se dos 2000mm anuais, porém é um tanto irregular, durante o ano. As estações chuvosas coincidem com os meses de dezembro – junho e, as menos chuvosas, de julho – novembro. O tipo climático da região é o Ami que se traduz como um clima cuja média mensal de temperatura mínima é superior a 18ºC. Tem uma estação seca de pequena duração e amplitude térmica inferior a 5ºC entre as médias do mês mais quente e do mês menos quente. O excedente de água do solo, segundo o balanço hídrico, corresponde aos meses de fevereiro/julho, com um excedente de mais de 750mm, sendo março o mês de maior índice. A deficiência da água se intensifica entre agosto/dezembro, sendo setembro o mês de carência, ao se constatarem menos de 90mm. (SEPLAN/ESTATÍSTICA)

ECONOMIA: Agricultura (principais culturas, referência dez/2002): arroz de sequeiro; arroz de várzea; feijão phaoselus; feijão vagna; milho; melão; abacaxi; cana-de-açúcar; mandioca; acerola; banana; cacau. Terra firme; café; coco da baía; cupuaçu; laranja; maracujá; pimenta-do-reino e urucum (Fonte: IBGE/SAGRI). Pecuária: (principais rebanhos existentes, referência dez/2000: bovinos (14.300); vacas ordenhadas (1.430); suínos (3.360); bubalinos (500); eqüinos (100); muares (30); ovinos (400); aves (31.900) (fonte: IBGE/PPM). Extrativismo Vegetal: (principais produtos, referência acumulada de 1994 a dez/2000): castanha-do-pará (11t); madeira em tora (6.800metro cúbicos); lenha (116.600 metros cúbicos); carvão vegetal (147t) (fonte:IBGE/PEVS). Extrativismo Mineral: (principais produtos ref: dez/2000): calcário, gipsita. Estabelecimentos ( por setor econômico, referência dez/2000): primário(1); industria (23); comércio atacadista (2); comércio varejista (83); serviços (7) (fonte: SEICOM). Elaboração: SEPLAN/ESTATÍSTICA.

Etimologia: Aveiro: transposição toponímica de Portugal. Provavelmente nome de origem céltica, conforme o gaélico e galês “aber”, que significa estuário, confluência, embocadura, possivelmente latinizado para “Aberiu” “Avariu” (JPM); Leite de Vasconcelos diz parecer de origem ibérica e cita formas antigas “Alaveiro”, do séc. XI e “Aaveiro”, do séc.XV; no livro Gramático da linguagem portuguesa, Fernão de Oliveira explica o topônimo dizendo: Dante nesta terra morava um caçador de aves ao qual como alcunha chamavam “o Aveiro” (NA).

Origem Histórica: Aveiro está localizado estrategicamente à margem direita do Rio Tapajós, e surgiu a partir da ocupação da aldeia Taparajó-Tapera, do povo mundurucu. Era o período da catequese ao gentio da terra. Em 1766 observava-se certa prosperidade na aldeia, que contava com igreja coberta de palha, sendo dirigida pelo sargento José Antônio de San Payo.

            No ano de 1781, a localidade de Taparajó-Tapera, por determinação do Governador e Capitão-General do Grão-Pará, José de Nápoles Tello de Menezes, foi elevada à categoria de povoado tendo denominação alterada para lugar de Aveiro, sob invocação de Nossa Senhora da Conceição, e permaneceu nesta condição até o final do período colonial brasileiro.

Elevado à categoria de Município com denominação de Aveiro, por Lei Provincial, nº 1.152, de 04 de abril de 1883, desmembrado de Itaituba. Constituído de 2 distritos: Aveiro e Brasília Legal. Instalado em 1884. A partir de 1930, o Município sofreu inúmeras extinções, sendo que somente a partir de 1961 é que se estabilizou a situação política e administrativa de Aveiro.

Data de fundação: 23 de agosto de 1781.

Data de elevação à categoria de cidade: 29 de dezembro de 1961.     

MUNICÍPIO DE AVEIRO

Com a denominação de Taparajó-tapera, à margem direita do rio tapajós, com índios descidos do alto deste rio, foi fundada uma aldeia, que desenvloveu-se e progrediu.

Em 1766 possuía já Taparajó-tapera uma igreja coberta de palha e tinha como diretor o sargento José Antonio de S. Payo.

Por ato de 23 de agosto de 1781, José de Nápoles Tello de Menezes, governador e capitão-general do Grão-Pará, com o “eficaz desejo de aumentar de povoações, promovendo todos os meios conducentes do comércio, da agricultura, e industria, com um dos principais objetivos do adiantamento e da felicidade do estado,” resolveu dar a paragem de Taparajó-tapera a denominação de lugar de Aveiro, nomeado, na mesma data, para o emprego de Diretor da nova criação, Francisco Alves Nobre, morador do referido rio (Tapajós), pela atividade e grande eficácia do qual havia esperança de descimento de ainda um maior número dos ditos tapuvos silvestres, para o novo lugar.

Antes mesmo do ato de Telo Menezes, Taparajó-tapera era já denominado Aveiro, parecendo que o ato desse capitão-general não é mais do que uma confirmação oficial de um nome em uso; de fato, ato refere-se à nova povoação do lugar de Aveiro, o que permite concluir que a data de 23 de agosto de 1781 marca a elevação do lugar de Aveiro à categoria de povoação. (Vide o livro de Reg.de pat. e nom. do rein. De D. Maria I, 1780-1794.Man. do Arch. Publ. Do Pará).

A invocação do lugar é N. S. da Conceição.

Antes da criação de Tello Menezes já era freguesia, categoria que conservou sempre, com ela passando do período colonial para independência, em cujo tempo teve seus limites definidos pela lei provincial n. 511, de 1 de Dezembro de 1866.

Aveiro está situado aos 3º 13’ 8’’ de latitude sul e a 11º 53’ 22’’ de longitude ocidental do meridiano do Rio de Janeiro.

Até 1883 permaneceu Aveiro como freguesia, havendo a lei provincial n. 1.152, de 4 de abril, lhe conferido a categoria de município e com ela a de vila à sua sede.

Preenchidas as formalidades exigidas pela lei de criação do município, o presidente da província, em ofício de 15 de maio de 1884, mandou fazer a instalação municipal.

Em 01 de julho daquele ano, o vice-presidente da Câmara Municipal de Itaituba Joaquim Lourenço Cardoso fez a solenidade de instalação do município, com a juramentação e posse da câmara eleita, constituída por Lourenço da Silva Araújo Amans, presidente, e, vereadores, José Pinto Osório, Torquato José da Silva Franco, Salomão Laredo, Manoel A. de Siqueira e Joaquim de Mello Souza Garcia, Tendo servido como secretário da câmara Mathias Pinto Osório, conforme a comunicação feita em ofício de 22 de julho do citado Joaquim Lourenço Cardoso ao presidente da província.

Permaneceu em exercício esta vereação até 7 de janeiro de 1887, quando finalizou o respectivo mandato.

Para o novo período 1887-1890, Foram eleitos Delio Rodrigues Colares e João dos Santos Braga; e, dias depois, Manoel dos Santos de Oliveira e Antonio Manoel Fernandes de oliveira.

Sem ter havido eleição para presidente da câmara, proclamou-se presidente o major Antonio Manoel Fernandes de Almeida, motivando o fato uma reclamação dos vereadores Delfino Rodrigues Collares, João dos Santos Braga e Manoel Fernandes de Almeida ao presidente da Província, em 02 de junho de 1887, fato esses que anarquizaram a vida comunal e que somente resolvidos em 1 de setembro seguinte, com a eleição regular do major Fernandes de Almeida para presidente e do vereador Delfino Rodrigues Collares para vice-presidente da câmara.

A última vereação da monarquia estava constituída por João dos Santos Braga presidente, e vereadores, Francisco de Mello Souza Garcia, Antonio Manoel Fernandes de Almeida, Manoel dos Santos de Oliveira, Delfino Rodrigues Collares e Wenceslau Francisco Paz.

Esta Câmara Municipal ficou dissolvida com decreto n. 124, de 29 de março de 1890, do governo provisório do Estado do Grão-Pará, que com decreto n. 125, da mesma data, criou o conselho de Intendência Municipal, para o qual, ainda no mesmo dia, nomeou, presidente, Torquato José da Silva Franco, e, vogaes, José de Almeida Campos, Miguel Hippólyto de Menezes, João Vicente Ribeiro e Delfino Rodrigues Collares.

A este primeiro conselho sucedeu, ainda por nomeação do governo provisório, o seguinte: José Ramos Rodrigues da Cruz, Antonio Lopes de Freitas, Miguel Hippólyto de Menezes e João Fernandes Ferreira. Para o primeiro triênio constitucional da república foram eleitos, intendente, Miguel Hippólyto de Menezes, Vogaes, Boaventura Alves Pereira, Antonio Lopes de Freitas Parintins, Emiliano Salathiel Rufino de Alfaia, e Leopoldino de Almeida Pereira.

No triênio de 1894-1897 serviram intendente municipal, capitão Antonio Alves Sussuarana, Vogaes, Tenente Francisco da Silva Frazão, Alferes Manoel dos Santos de Oliveira.

No triênio seguinte 1898-1900 serviu como intendente municipal Miguel Hippólyto de Menezes.

De 1910-1912 ocupou o cargo de intendente Theotonio Campos Guimarães, ao qual, no triênio seguinte, sucedeu o tenente-coronel Nelson Lages Carneiro.

Para o período de 1913-1915 o Congresso do Estado reconheceu, intendente o tenente-coronel Nelson Lages Carneiro, e, Vogaes, capitães Francisco da Silva Porto, Faustino Pereira de Almeida e Leopoldino de Almeida Pereira.

Segundo a legislação e sua situação geográfica “Município de Aveiro” limita-se:

Com o “Município de Itaituba”, pelo thalweg do igarapé Furo do Custódio, afluente esquerdo do rio tapajós, até suas nascentes: destas por uma reta no rumo do paralelo terrestre que passa por elas até encontrar a linha de limites com o Estado do Amazonas;

Com o “Estado do Amazonas, pela linha de limites entre o “Estado do Pará” e aquele Estado, até encontrar o paralelo terrestre que passa pelas nascentes do rio Arapiuns;

Com os “Municípios de Óbidos e Juruti”, pelo paralelo terrestre das nascente do rio Arapiuns, acima citado;

Com o “Município de Santarém”, por uma linha reta, tirada na nascente do rio Arapiuns, até a nascente do igarapé Uarina: pelo thalweg deste igarapé até sua foz; por uma linha, atravessando o rio Tapajós até a foz do igarapé Itapaiuna: pelo thalweg deste até suas nascentes; e por uma reta no rumo do paralelo terrestre que passa por esta nascente, até encontrar a linha meridiana que separa os municípios de Monte Alegre e Santarém;

Com o “Município de Monte Alegre”, pela linha meridiana que passa pela boca de baixo do furo do Ituquí e que se divide Santarém com Monte Alegre, até encontrar os limites com município de Souzel;

Com o “Município de Souzel” ainda pela linha meridiana da boca de baixo do furo do Ituquí, prolongamento, entre os citados municípios de Santarém e Monte Alegre;

Com o “Município de Itaituba”, pela linha de cota máxima da vertente esquerda do rio Cupari, até as nascentes do igarapé São Florêncio; pelo thalweg deste igarapé até sua foz, e desta por uma linha atravessando o rio Tapajós até a foz do igarapé Furo do Custódio.

ÍNDICE DA LEGISLAÇÃO

  • Atas das sessões do Conselho do Governo da Província do Pará – Sessão de 10 à 17 de maio de 1833.
    • Resolução sobre a nova divisão de termos e comarcas da província – Art. 20.
  • Portaria de 27 de abril de 1842 – Divide a comarca de Santarém, em termos policiais.
  • Lei n. 266 de 16 de outubro de 1854 – Eleva à categoria de vila a povoação denominada Brasília Legal.
  • Lei n. 511 de 1 de dezembro de 1866 – Marca os limites das freguesias de Boim e Aveiro.
  • Portaria de 30 julho de 1875 – Cria uma subdelegacia de polícia na freguesia de Alter do Chão.
  • Lei n. 1.152 de 04 de abril de 1883 – Eleva a categoria de município as províncias de N. S. de Rosário de Collares, N. S. da Saúde de Juruti e N.S. da Conceição de Aveiro.
  • Portaria de 15 de março de 1884 – Cria uma delegacia com sede na vila de Itaituba.
  • Portaria de 15 de maio de 1884 – Marca o dia para instalação do novo município de Aveiro.
  • Portaria de 05 de dezembro de 1885 – Cria um distrito policial no município de Aveiro.
  • Decreto n. 124 de 29 de março de 1890 – Dissolve a câmara municipal de Aveiro.
  • Decreto n. 125 de 29 de março de 1890 – Cria um conselho de intendência municipal em Aveiro.
  • Decreto n. 140 de 19 de abril de 1890 – Cria a paróquia de Brasília Legal e marca os respectivos limites.
  • Decreto n. 226 de 28 de novembro de 1890 – Cria as comarcas de Affuá, Baião, Itaituba e Mazagão e marca os seus limites.
  • Portaria de 31 de dezembro de 1894 – fixa a divisão policial do Estado.
  • Lei n. 324 de 06 de julho de 1895 – Divide o Estado civilmente em cidades, vilas, povoações e declara a maneira de ser elevado qualquer lugar à categoria de povoação, vila ou cidade.
  • Decreto n. 129 de 09 de outubro de 1895 – Designa o dia 20 de novembro vindouro, para a instalação da vila de Brasília.
  • Decreto n. 162 de 24 de dezembro de 1895 – Designa o dia 10 de fevereiro vindouro, para proceder-se à instalação da povoação de Barreirinha, no município de Aveiro.
  • Decreto n. 276 de 24 de julho de 1895 – Divide em circunscrições os dois distritos judiciários da comarca de Itaituba.
  • Lei n. 814 de 24 de outubro de 1902 – Extingue a comarca de Itaituba.
  • Lei n. 930 de 25 de outubro de 1904 – Reforma a organização judiciária do Estado.
  • Lei n. 1.234 de 06 de novembro de 1911 – Cria o município de Altamira, no Alto Rio Xingu, e dá outras providências.
  • Decreto n. 1.850 de 24 de novembro d 1911 – Divide o terceiro distrito judiciário (Altamira) da comarca do Xingu, em duas circunscrições judiciárias.
  • Decreto n. 1.854 de 30 de novembro de 1911 – Cria 05 subprefeituras de segurança pública no terceiro distrito judiciário (Altamira) da comarca do Xingu.
  • Decreto n. 1.911 de 09 de julho de 1912 – Cria duas novas subprefeituras de segurança pública no primeiro distrito judiciário (Souzel) da comarca do Xingu.
  • Lei n. 1.295 de 08 de março de 1913 – Restabelece o antigo município de Juruti.

 

Fonte:

ANNAES da biblioteca e arquivo público.

RELAÇÃO DE ADMINISTRADORES DO MUNICÍPIO DE AVEIRO

Prefeito Interino (Pró-Tempore): nomeado em 1961/ 1962: (dois anos)

FRANCISCO DAS CHAGAS ARAÚJO

1º – Prefeito eleito em 15-11-1962, assumiu em 1963 / 1966: (quatro anos)

HUMBERTO DE ABREU FRAZÃO

RAUL CHAVES SOLEDADE

2º – Prefeito eleito em 15-11-1966, assumiu em 1967 / 1970: (quatro anos)

JOSÉ FRANCISCO BARBOSA SENA

ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS

3º – Prefeito eleito em 15-11-1970, assumiu em 1971 / 1972: (dois anos)

ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS

MANOEL BARBOSA DA SILVA

4º – Prefeito eleito em 15-11-1972, assumiu em 1973 /1976: (quatro anos)

ANTONIO ELIAS BECHARA

EMMANOEL HITO DOS SANTOS

5º – Prefeito eleito em 15-11-1976, assumiu em 1977 / 1982: ( seis anos)

ADAMOR ANTONIO DOS SANTOS

ELÍDIO COELHO LIMA

6º – Prefeito eleito em 15-11-1982, assumiu em 1983 / 1988: (seis anos)

LEON CORRÊA BOUILLET

MANOEL BARBOSA DA SILVA

7º – Prefeito eleito em 15-11-1988, assumiu em 1989 /1992: (seis anos)

ALTAMIRO RAIMUNDO DA SILVA

ALBERTO NUNES DA CRUZ

8º – Prefeito eleito em 03-10-1992, assumiu em 1993 / 1996: (quatro anos)

LEON CORRÊA BOUILLET

MARIA GORETE DANTAS XAVIER

9º – Prefeito eleito em 03-10-1996, assumiu em 1997 / 2000: (quatro anos)

MILANEZ AUZIER PINHEIRO

REGINALDO BRINDEIRO MAIA

10º – Prefeito Eleito em 03-10-2000, assumiu em 2001 / 2004: (quatro anos)

ADALBERTO VIANA DA SILVA

DAVID SANTIAGO DIAS

11º – Prefeito eleito em 03-10-2004, assumiu em 2005 / 2008: (quatro anos)

MARIA GORETE DANTAS XAVIER

OLINALDO BARBOSA DA SILVA

12º – Prefeito eleito em 05-10-2008, assumiu em 2009 / 2010: (dois anos)

MARIA GORETE DANTAS XAVIER

LUIZ MAGNO DE SOUSA LIMA

13º – Prefeito eleito em 03-06-2011, assumiu em 2011 / 2012: (dois anos)

RANILSON ARAÚJO DO PRADO

MARIA DA FÉ SANTIAGO ALVORÊDO

14º – Prefeito Eleito em 07-10- 2012, mandado de Janeiro 2013 à Dezembro de 2016.

OLINALDO BARBOSA DA SILVA

LUCIANO SOUSA DO NASCIMENTO

SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO DE AVEIRO

  • O BRASÃO MUNICIPAL;
  • A BANDEIRA MUNICIPAL,
  • O HINO MUNICIPAL.

Esses símbolos foram criados pela Lei nº 197/83, de 21 de setembro de 1983, pela Câmara de vereadores e sancionado pelo Prefeito Exmo Sr. LEON CORRÊA BOUILLET.

  • BRASÃO MUNICIPAL

Passa a contar o descritivo nos seguintes termos:

O escudo sanítico, usado para representar o brasão de armas de Aveiro, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influencia Francesa, herdada pela heráldica, brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora de nossa nacionalidade.

  1. a) COROA MURAL, que o sobrepõe, é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de agente (prata) de oito (8) torres, das quais apenas cinco (5) são visíveis em perspectivas no desenho classificada a CIDADE representada a segunda grandeza, ou seja, SEDE DE MONARCA – a iluminura de goles (vermelho), pelo significado heráldico da cor, é condizente com os predicados próprios dos pioneiros desbravadores dos dirigentes da comunidade.
  2. b) A COR BLAU (azul) do campo do escudo é o símbolo da justiça, nobreza, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura.
  3. c) A PANÓPLIA, constituída pelo crescente e a flor-de-lis argente (prata) é o símbolo de nossa senhora da conceição, padroeira da cidade.
  4. d) AO TERMO (parte inferior do escudo) a faixa de argente (prata) representa o RIO TAPAJÓS e cuja margem direita ergue-se a cidade.
  5. e) A CRUZ AMARELA NO CENTRO, simboliza a presença da fé e do cristianismo; a cor amarela te o significado heráldico da glória, esplendor, grandeza, riqueza e soberania.
  6. f) A ESTRELA AMARELA simboliza a beleza do pôr-do-sol em frente à cidade.
  7. g) A RAMAGEM DE ARROZ à destra (direta) e a árvore seringueira a sinistra (esquerda), na parte de baixo da cruz, representa a agricultura da região.
  8. h) OS RAMOS DE ARROZ EM PONTA, cruzando-se a destra e a sinistra representam a maior criatividade econômica da região.
  9. i) O METAL ARGENTE (prata) é um símbolo heráldico da paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade.
  10. j) LISTEL DE GOLES (vermelho) cor simbólica da dedicação, amor pátrio, fertilidade, audácia, intrépides, coragem, valentia… inscreve-se em letras argentinas (prateadas) o topônimo identificador “AVEIRO” ladeado pelos milésimos da sua fundação da predição de vila.

2- BANDEIRA MUNICIPAL

A Bandeira Municipal de Aveiro, de autoria do artista plástico e desenhista RENATO AURÉLIO CARVALHO SUSSUARANA, será faixada com uma só faixa de azul com quatorze (14) módulo de largura, tendo brocante sobre a mesma a uma distância de seis (6) módulos da tralha, um circulo branco de oito (8) módulo de circunferência, onde o brasão municipal é aplicado.

A Bandeira Municipal tem por cores as mesmas constantes do campo do escudo e estendendo ao centro ou na tralha uma figura geométrica, onde o brasão municipal é aplicado, optou-se para a bandeira municipal de Aveiro o estilo de um retângulo de uma só cor (azul) e uma figura geométrica branca onde o brasão é aplicado.

O brasão municipal aplicado na bandeira representa o governo municipal e o branco onde é contido representa a própria cidade sede do município – é o círculo símbolo heráldico da “eternidade”, porque se trata de uma figura geométrica que não tem princípio e nem fim; a cor “branca” é o símbolo da paz, da amizade, trabalho, prosperidade, pureza, religiosidade. O retângulo “azul” visa representar na bandeira as águas do “RIO TAPAJÓS”, a cor azul simboliza a justiça, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura.

A Bandeira Municipal terá as dimensões oficiais adotadas para bandeira nacional, levando-se em consideração quatorze (14) módulos de altura da tralha por vinte (20) módulo de comprimento o retângulo.

A Bandeira Municipal deve ser hasteada de sol a sol, sendo permitido o seu uso à noite, uma vez que se encontra iluminada, normalmente o hasteamento às 08:00 h e o arreamento às 18:00 h.

Quando a bandeira municipal é hasteada em conjunto com a bandeira nacional estará disposta à esquerda desta, sendo que a bandeira estadual for também hasteada, ficará a nacional ao centro, ladeada pela municipal à esquerda e a estadual à direta, colocando-se a nacional em plano superior as demais.

A Bandeira Municipal deve ser hasteada nas repartições de estabelecimentos de ensino e prédios municipais, nos dias de festa ou luto municipal, estadual ou nacional e também diariamente na fachada dos edifícios-sede dos poderes LEGISLATIVO e EXECUTIVO MUNICIPAL.

Na fachada sede do poder Executivo, será a bandeira municipal hasteada em dias do expediente comum, sempre que estiver presente o chefe do Executivo e nos dias de sessões do poder Legislativo.

3 – HINO MUNICIPAL

O Hino Municipal será instituído também por esta mesma Lei, e tem a letra de autoria de RENATO AURÉLIO CARVALHO SUSSUARANA.

A regulamentação do hino municipal deverá obedecer, em princípio o prescrito do Decreto-Lei nº 4.545 de 31 de julho de 1942, com relação ao Hino Nacional.

Hino Oficial de Aveiro

LETRA E MÚSICA: RENATO AURÉLIO CARVALHO SUSSUARANA

Eia avante, aveirenses

Nossa meta é trabalhar

E como bons paraenses

O progresso sempre buscar!…

I

Terra mirante do pôr-do-sol

De um povo ordeiro e feliz

Tens a beleza no teu arrebol

Enfeitando o céu de matiz

II

Terra fértil que traduz

A mais rica esperança para nós

Abençoada pela mãe de Jesus

E banhada pelo lindo Tapajós!…

III

Tua mata verde é a riqueza

De um povo forte e varonil

Teu rio azul é a maior beleza

Deste imenso e querido Brasil!…