CRÔNICA DA SEMANA: AMOR, I LOVE YOU

CRÔNICA DA SEMANA: AMOR, I LOVE YOU

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No ano de 2001, curti todo o frenesi do lançamento de “Globalização e o Crescimento do Trabalho Informal”, nunca pensei que um dia, eu teria um trabalho premiado e publicado. Foi recompensador. Ainda que tímido,  participei de programas de TV, como Sem Censura Pará, Jornal do Sbt e de entrevistas para jornais de grande circulação na capital Paraense. Foi uma temporada boa em que conheci grandes escritores, poetas, dramaturgos e outros artistas. Percebi que não é fácil ter uma obra publicada, pois além do tempo que se leva e os altos gastos com o processo de produção do material, divulgação e publicação, deve-se conquistar o público. 

Nessa no embalo desta época, resolvi seguir a linha de um texto literário breve, onde se apresentavam idéias, críticas, reflexões éticas e filosóficas a respeito de certo tema, chamado de Ensaio Literário. Hoje, olhando para trás, vejo que minha vida acadêmica enquanto professor de Direito começou aí, pois a publicação do livro foi um divisor de águas, em razão da polêmica causada. Polêmico e apaixonante, como ouvi da Mestra de Direito do Trabalho Celeste Vasconcelos, avalizado pelo Prof. Georgenor de Sousa Franco Filho. No início recusei os convites para ministrar aulas e advogar, mas, no final acabei aceitando e fui com todo amor. Enfrentei barreiras, muitas por causas que acreditava. De repente, os ventos mudaram e me vi na necessidade pessoal e material de sair daquele mundo das idéias e fazer algo diferente, mas não sabia exatamente o quê. 

Já tinha publicado vários artigos de Direito em revistas acadêmicas, dentre eles, lembro: “O Princípio da Informalidade no Direito do Trabalho” e “Avanço tecnológico, globalização e o Criminalidade”, pois foram muito polemizados e no final, aceitos, tanto é que foram publicados. Numa conversa com meu amigo Sérgio Gomes, ao qual devo muito por tais publicações, eu lhe confessei: “Sérgio, não quero mais escrever textos técnicos voltados para o direito”. 

Ele retrucou dizendo que eu escrevia muito bem e estava no caminho certo, porém, eu lhe rebatia afirmando que queria seguir outra linha literária que não fosse o Ensaio. Queria um tema diferente de tudo que eu já havia escrito, então, ele, do nada, me provocando, me disse: “Ariosnaldo, por que você não escreve sobre o AMOR?”. Eu fiz uma cara tão horrível acompanhada de um interrogado sonoro “hum???”. E ele me dizia: “Taí um bom tema” e eu argumentava: “Como eu vou escrever sobre o AMOR se eu não acredito nele?”. Sérgio me respondeu: “Taí é um desafio, eu te desafio” e com isso me enraivei. 

Ele ria. E saí a procura do AMOR em textos, poesias, musicas, pinturas, jornais, revistas, filmes e em pessoas., e nada, nada, nada. Com um tempo, eu fui conhecendo pessoas e suas histórias, paralelamente, as definições daquilo que se chama AMOR. Mas como escrever sobre algo que a gente não acredita? Mas, uma coisa é certa, a história somente sairia quando Ele (o AMOR) passasse reinar. E reinou?

Por exemplo, para o poeta Luís Vaz de Camões:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Para Caetano Veloso, na música Nosso Estranho (Trechos):
Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer

Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor (…)
Já para meus poetas Vinícius de Moraes e Tom Jobim, em prosa e verso,  sobre o Amor havia uma certeza incontestável  para ser cantada por toda vida:

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Para Marisa Monte, simplesmente Amor, I Love You:
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
“(…) Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You

Para Ana Carolina, recentemente, numa canção, descobri que o Amor pode ser um Coração Selvagem e achei sensacional, apaixonante e perturbador:
Meu bem
Guarde uma frase minha
Dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim
Sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja
No seu copo, no seu colo e nesse bar
Meu bem
O meu lugar
É onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa
Eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde
Eu quero corpo
Tenho pressa de viver

 

Mas, quando você me amar
Me abrace
E me beije bem devagar
Que é pra eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo pra ouvir o radio no carro
Tempo para a turma do outro bairro
Ver e saber que eu te amo
Meu bem
O mundo inteiro
Está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante
Depois do meu beijo quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela

 

Meu bem
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, a minha fúria
E essa pressa de viver
Esse jeito de deixar
Sempre de lado uma certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples
Alegria de ser
Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
VEJA A MATÉRIA COMPLETA CLICANDO ABAIXO.
 
 
 
 
 

 
Talvez eu morra jovem
Em alguma curva do caminho
Algum punhal de amor traído
Completará o meu destino
Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Para Chico Buarque, recentemente, descobri que o Amor tem um jeito manso:
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh’alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
Em Monte Castelo, o Saudoso Renato Russo, divinamente cantou que:
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece (…)
Para Djavan  o amor é segredo, é sagrado:
Meu bem-querer
É segredo, é sagrado
Está sacramentado
Em meu coração
Meu bem-querer
Tem um “quê” de pecado
Acariciado pela emoção
Meu bem-querer, meu encanto
Tô sofrendo tanto
Amor
E o que é o sofrer
Para mim que estou
Jurado pra morrer de amor?
Para Ângela RoRo, o Amor não chega na hora marcada, assim como as canções, paixões e palavras:
Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me sinta sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor
Me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Que tudo que ofereço é meu calor meu endereço
A vida do teu filho, desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver
Que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça
Para Roberto Carlos:
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não ha nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Mas como é grande o meu amor por você
E para os inesquecíveis Mamonas Assassinas o Amor será sempre irreverente:
Mina, seus cabelo é da hora
Seu corpão violão, meu docinho de coco
Tá me deixando louco
Minha Brasília amarela
Tá de portas abertas
Pra mode a gente se amar
Pelados em Santos
Pois você, minha pitchula
Me deixou legalzão
Não me sintcho sozinho
Você é meu chuchuzinho
Music is very good
(Oxente ai, ai, ai!)
Mas comigo ela não quer se casar
(Oxente ai, ai, ai!)
Na Brasília amarela com roda gaúcha
Ela não quer entrar
(Oxente ai, ai, ai!)
É feijão com jabá
A desgraçada num quer compartilhar
Mas ela é lindia
Mutcho mar do que lindia
Very, very beautiful
Você me deixa doidião
Oh, yes! Oh, no!
Meu docinho de coco
Music is very porreta
(Oxente Paraguai!)
Pos paraguai ela não quis viajar
(Oxente Paraguai!)
Comprei um Reebok e uma calça Fiorucci
Ela não quer usar
(Oxente Paraguai!)
Eu não sei o que faço
Pra essa mulé eu conquistchar
Porque ela é lindia
Mutcho mais do que lindia
Very, very beautiful
Você me deixa doidão
Oh, yes! Oh, no!
Meu chuchuzinho
Oh, yes! No, no, no, no!
Eu te I love youuuuu!
Pera aí que tem mais
Um poquinho de “u”
Uuuuuuuuuu
De forma magistral, Rita Lee numa bela música, a diferença entre Amor e Sexo:
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom…
Amor é do bem…
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal.
E tal e coisa.
Ah, o amor…
Hum, o sexo..
Já nas pesquisas de jornais, revistas, periódicos e artigos:
A definição de Amor é um sentimento de carinho e demonstrações de afeto, motivando a necessidade de proteção, podendo se manifestar de diferentes formas, como: amor materno ou paterno, amor entre irmãos (fraterno), amor físico, amor platônico, amor à vida, amor pela Natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor-próprio, etc.
E quando se fala de Amor, a primeira ideia que vem à mente é o amor físico (Eros)  representado pela união entre casais, onde há uma forte ligação afetiva e de natureza sexual.  É simbolizado através do desenho de um coração e o cupido é a figura mitológica que personifica o amor.
Contudo, não devemos nos restringir apenas a tal conceito, pois o amor primário,  basilar,  cuja a ligação possui um caráter religioso, um sentimento de devoção e adoração, sem dúvida, é o amor de Deus,  também conhecido como amor Ágape,  por ser incondicional, único e impossível de ser descrito com exatidão.
E muitas definições sobre o tema se seguem, por exemplo:
Amor pode ser um simples termo popular para designar uma pessoa encantadora, agradável, gentil e simpática.
E quando um Amor é proibido? Típico de Shakespeare nas suas narrativas do tipo Romeu e Julieta, pois as famílias eram rivais.
Há aqueles que vivem de Amor Platônico aquele que está ligado a qualquer tipo de relação afetuosa ou idealizada em que se abstrai o elemento sexual, por vários gêneros diferentes, como em um caso de amizade pura, entre duas pessoas. Também pode ser um amor impossível, difícil ou que não é correspondido.
Lembro-me das aulas de filosofia de Direito, em especial, quando li o “Mundo de Sofia” e fui conversar com minha amiga Marta:
– Ariosnaldo, o que a definição de Direito tem a ver  com a definição de amor?
E nós nos indagávamos sobre isso por dias, pois estávamos estudando para ingressar no mestrado. Depois de muito pensar e lendo e relendo o livro, chegamos a seguinte conclusão: “Que assim como o Direito, o Amor possui várias definições, não há uma definição fechada, contudo, ambos existem e fazem parte da realidade do ser-humano e somente saberemos o que eles realmente significam, quando eles são tirados de nós e nesse momento passam fazer faltar, chegando até doer”.
Há também uma teoria sobre o amor que gosto muito, mas, já adianto que não me recordo sobre sua autoria, vou contar da minha maneira, era mais ou menos assim:
Há quem diga que em tempos passados, existiam duas crianças, o menino chamado Amor e a menina chamada Loucura. O Amor sempre calmo, doce e compreensível, já a Loucura sempre muito emotiva, passional e impulsiva. Ao longo do tempo, eles cresceram juntos brincando e brigando, lado a lado, como dois seres inseparáveis. Um dia, o Amor acabou respondendo às provocações da Loucura ocasionando uma fervorosa discussão entre os dois, Ela agrediu o amor de todas as formas e numa atitude descontrolada arrancou os olhos do Amor.  Gravemente ferido, o Amor pediu ajuda a sua mãe, a Deusa Afrodite e foi até Zeus a fim de que ele ajudasse seu filho, porém, seu imenso coração materno pediu à Zeus que não castigasse a Loucura. Zeus chamou a Loucura para ser julgada e ela despejou toda sua arrogância dizendo que o único culpado foi o Amor por tê-la aborrecido e que tudo o que aconteceu a ele foi merecido. A Loucura tinha consciência de seus atos praticados contra o Amor, mas, mesmo assim, em momento algum ela se demonstrou arrependida. Zeus não pode devolver a visão do Amor e condenou que a Loucura lhe guiasse por toda a eternidade. Resumindo: Hoje não há AMOR que não seja CEGO e nem LOUCO.
Quando me vi já estava envolvido no desafio e no tema. No tempo certo,  naquele mesmo ano nasceu o livro sobre a temática, somente falta publicar. Não vejo a hora, a capa está linda, exatamente como imaginei. Na verdade, o desafio foi cumprido, mas ainda temo pelas coisas que ali escrevi, porque eu não sei falar de amor, não sei escrever sobre o amor, talvez, porque eu entenda mesmo somente de Ensaios, entretanto, digo que o romance foi escrito com todo meu coração, com todo meu AMOR, assim como esta crônica. No final mesmo, só se sabe o que é amor quem ama, ainda que sozinho, e basta! Parabéns a todos os casais apaixonados de Rurópolis e de Placas, sem exceção ou discriminação. À todos os namorados, casados, namoridos, namoridas, conviventes e envolvidos, que a chama deste amor tão brilhante quanto eterna.
É isso. Antes de finalizar quero agradecer mais uma vez a todos os leitores das crônicas semanais pelas mensagens me enviadas, pelas fotos encaminhadas a minha assessora Sirlane Gomes, vocês engrandeceram esta crônica.  Desejo que o Amor reine em todos nós, porque somente ele é que vale a pena. Feliz Dia dos Namorados.
Agora sim, finalizando:
Entre o real e o imaginário, entre a verdade e a fantasia aqui contada, o que eu já nem sei mais, encerro a crônica da semana. Um beijo à todos, fiquem com Deus e até semana que vem: Ariosnaldo da Silva Vital Filho.
Nos créditos deixo para reflexão:
Soneto da Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

Vinicius de Moraes, “Antologia Poética”, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.