CRÔNICA DA SEMANA: PRESENTE DE DEUS

CRÔNICA DA SEMANA: PRESENTE DE DEUS

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A HOMENAGEADA COM O AUTOR

SAMSUNG CSC

Foi um presente de Deus, um domingo tranquilo e uma conversa prazerosa num lugar lindo. Sem dúvida, Deus coloca as pessoas nas nossas vidas exatamente no momento em que precisamos. E se tivermos a sensibilidade para se aproximar e enxergar o próximo, dispensando um tempo de nossas vidas corridas para ouvi-lo e nos deixarmos embarcar em suas histórias incríveis de vida, somente teremos a evoluir. É, todos nós precisamos de alguém que precise de nós. Isso é vital, inconteste, cíclico. De pés descalços, coração aberto e de mãos dadas com as narrativas de Dona Antônia Rodrigues de Oliveira, eu comprei esse bilhete e embarquem nesta viagem histórica.

­- Bom dia Doutor! Seja bem vindo e como vai este “Coração Tatuado”?

– Estou bem, obrigado. Dona Antônia lhe agradeço pelo carinho e por ter embarcado na minha história.

– Eu gostei muito. Gosto de histórias.

Foi quando então eu peguei aquela “deixa” e lhe disse:

– Conte-me a sua história.

SAMSUNG CSC

Ela com um sorriso tímido me disse:

– É longa Doutor.

Eu falei:

– Temos tempo. Dei-me sua mão e conte sua história.

– Então tá, vamos dar uma volta.

E quando me vi, eu estava no ano de 1964, em pleno Regime Militar, período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através do vigor de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime. No Brasil, a Ditadura militar teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República João Goulart e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. O golpe de estado caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Na época justificaram o golpe sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país. Somente quem viveu esta fase pode dizer o que é Ditadura. Diferente de alguns “bobões” que teimam afirmar que ainda vivemos numa Ditadura, quando eles são notificados pela justiça para prestar esclarecimentos sobre fotos e fatos postados de forma ofensiva, inverídica e irresponsável nas redes sociais utilizando-se maliciosamente da tutela sagrada da “liberdade de expressão”. Sábias são as palavras de Papa Francisco proferidas em rede nacional em 15 de Janeiro de 2015 quando disse: “Todos têm não apenas a liberdade, o direito, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum. É legítimo usar esta liberdade, mas sem ofender”.

SAMSUNG CSC

Durante o Regime Militar, o acesso à livros era restrito e o conteúdo de muitos eram subversivos, bem como seus autores e aqueles que se atrevessem a lê-los. Foram páginas terríveis de nossa história, escritas com sangue, lágrimas, desaparecimentos e mortes.

Já que estamos falando de História, registro parte de um texto de Vaconcelos Quadros, publicado no Site último Segundo, em 15/01/2015, 06:00, iG São Paulo, intitulado: Ponto final da ditadura militar no Brasil, eleição de Tancredo completa 30 anos

“Os ventos da mudança começaram a soprar às 12h25, quando emissoras de rádio, televisão e as agências de notícia – com seus extintos e barulhentos aparelhos de telex – começaram a disparar os detalhes do acontecimento mais esperado das últimas duas décadas: o ex-governador de Minas, o civil Tancredo Neves, da Aliança Democrática, fora eleito naquele instante o novo presidente do Brasil, vencendo o candidato do PDS, deputado Paulo Maluf, por uma diferença de 300 votos. Foram apenas 660 votos válidos e 26 abstenções. O suficiente, em um Colégio Eleitoral até então obediente aos generais de plantão, para tornar o 15 de janeiro de 1985 o marco histórico que encerraria o ciclo militar iniciado em 1964, abrindo caminho para a esperada redemocratização. Um Congresso ainda amedrontado comemoraria discretamente, com aplausos e poucos gritos de “viva a democracia!”, a primeira grande vitória depois de 21 anos de ditadura e mordaça. Era um acontecimento político de vulto. O Brasil de 30 anos depois deve muito à genialidade política do mineiro Tancredo Neves que, mesmo atuando com casuísmo nos bastidores do regime quando a emenda Dante de Oliveira ainda era uma esperança, fez a costura política que permitiu – sem tiros nem rupturas, como dita o jeitinho brasileiro – a troca da ditadura por um regime de liberdade política tão ampla que até a extrema direita hoje tem o direito de berrar nas ruas pela volta dos militares”.

SAMSUNG CSC

A vitória de Tancredo nas eleições indiretas em 15 de janeiro de 1985 marcou o fim de mais de vinte anos de regime militar no Brasil.

– Doutor, no ano de 1964, eu tinha apenas 10 anos de idade, quando meu pai foi preso durante o Regime Militar. Morávamos em Teresina/Piauí. Naquela época não podíamos ter livro do Jorge Amado. Meu pai adorava o Jorge Amado, ele já tinha sido advertido pelos demais Companheiros que poderia ser preso por isso. Para que isso não acontecesse, a coleção dele foi jogada toda no rio Parnaíba, entretanto, durante uma revista na nossa residência ainda foi encontrado um volume de Jorge Amado e ele foi considerado subversivo e foi preso, levado para um quartel. Eu era uma menina de 10 anos naquela época. Diziam que meu pai já estaria morto, então, fugi de casa e fui até o quartel militar até que consegui entrar, passei por debaixo de armas até que vi meu pai em uma das celas. Ele estava com outros. Falei brevemente com ele que me pediu para dizer em casa que estava tudo bem. Essa história ninguém acreditou, somente anos depois quando ele foi liberto que confirmou em casa, dizendo que não sabia como eu teria conseguido entrar ali.

Naquele cenário, eu era apenas um ouvinte de Dona Antônia que estava totalmente envolvida emocionalmente revivendo tais fatos. São manchas do passado que não se apagam. Para descontrair um pouco, perguntei:

– E hoje a Senhora lê Jorge Amado?

Ela risonha disse:

– Depois que tudo terminou consegui novamente toda a coleção e ainda indicava para meus alunos.

– Gosto de Jorge Amado e muito de Graciliano Ramos.

Ela:

– Eu também. Você já leu sobre a Cadela Baleia?

Eu:

– Já.

E diante daquela linda pedra batizada como Presente de Deus, tive uma nostálgica aula literária:

– Humanização é atribuir aos bichos características e sentimentos humanos. Na literatura brasileira, na obra Vidas Secas do escritor Graciliano Ramos, escrita em 1938, esse processo de humanização de animais é um recurso frequente. A cadela Baleia é descrita e tratada como um membro da família e ela tem mais destaque na obra do que os dois filhos do protagonista Fabiano. O capítulo mais dramático do livro narra a morte da cadela.

 

Eu disse:

– Nossa literatura é tão rica.

E a conversa fluiu de tudo um pouco.

– Dona Antônia e como a Senhora veio para Rurópolis?

-Doutor, Cheguei neste município no dia 15 de Outubro de 1975. Fui professora de classe multisseriada por 02 anos na comunidade do km 235. Em 1978 trabalhei na escola Eurico Vale e continuei estudando em Santarém e Itaituba para aprimorar meus conhecimentos até me capacitar para ministrar aulas nos cursos de Magistério e Contabilidade. Residi bons anos no bairro do leitoso, depois vim morar no centro. Em 2003 chegou minha aposentadoria. Hoje, estou em casa me recuperando aos poucos de um AVC. E tudo isso, vivendo ao lado de meu companheiro José Lopes Oliveira.

Eu:

– Então, a senhora foi uma das pioneiras no município. Sinto-me honrado por comigo compartilhar essas histórias. Muito obrigado. Professora para finalizar, diga-me outro momento marcante na sua vida, o primeiro que vier a sua cabeça.

A professorinha riu e me contou:

– Papai vendou a casa e fomos morar no Maranhão e ali enfrentamos a pobreza. Meu pai trabalhava na roça e mamãe era dona de casa. E para sobreviver também quebrávamos coco. 5kg de coco era trocados por 1kg de arroz por semana, nos comércios locais. Eu era terrível, não sabia quebrar coco, sofria. O tempo foi passando e, paralelamente, a essa vida eu estudava. Adorava estudar. Certo dia, minha irmã Eunice foi para o Maranhão e juntas fomos conhecer a cidade. Ah, este foi o melhor momento para mim, eu não conhecia nada. Não saía para canto algum. Andamos léguas para chegar até a cidade. Eunice e eu fomos até o Secretário de Educação de Santa Luzia do Tide (Prefeito da época)e Eunice tomou a frente e pedimos empregos. E tudo se iniciou aí, ela em Matemática e eu em Letras, cada uma foi para um interior diferente.

E o dia nos campos do senhor foi assim…repleto de histórias, uma dentro da outra, carregadas de emoção e reviravoltas. Daria uma novela, ainda há muita coisa para ser dita, mas o resto somente ela pode contar.

Professora Antônia Rodrigues Oliveira, eu te agradeço imensamente pelo carinho e por ter me recebido de portas abertas em sua casa e em seu coração. Para mim foi um LUXO em tê-la nas minhas crônicas semanais. Nem imaginas o quanto me emocionei e chorei escrevendo estas narrativas. Vejo que ainda sou um “Cara-Pintada” e guardo no peito um “Coração de estudante” vivo, pulsante e eterno. Verdadeiro Presente de Deus.

 

Entre o real e o imaginário, flores e tanques de guerra, entre a verdade e a fantasia aqui contada, o que nem eu já sei mais, encerro a crônica da semana. Um beijo à todos, fiquem com Deus e até semana que vem. Ary Vital Filho.

Foi um presente de Deus, um domingo tranquilo e uma conversa prazerosa num lugar lindo. Sem dúvida, Deus coloca as pessoas nas nossas vidas exatamente no momento em que precisamos. E se tivermos a sensibilidade para se aproximar e enxergar o próximo, dispensando um tempo de nossas vidas corridas para ouvi-lo e nos deixarmos embarcar em suas histórias incríveis de vida, somente teremos a evoluir. É, todos nós precisamos de alguém que precise de nós. Isso é vital, inconteste, cíclico. De pés descalços, coração aberto e de mãos dadas com as narrativas de Dona Antônia Rodrigues de Oliveira, eu comprei esse bilhete e embarquem nesta viagem histórica.

­- Bom dia Doutor! Seja bem vindo e como vai este “Coração Tatuado”?

– Estou bem, obrigado. Dona Antônia lhe agradeço pelo carinho e por ter embarcado na minha história.

– Eu gostei muito. Gosto de histórias.

Foi quando então eu peguei aquela “deixa” e lhe disse:

– Conte-me a sua história.

Ela com um sorriso tímido me disse:

– É longa Doutor.

Eu falei:

– Temos tempo. Dei-me sua mão e conte sua história.

– Então tá, vamos dar uma volta.

E quando me vi, eu estava no ano de 1964, em pleno Regime Militar, período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através do vigor de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime. No Brasil, a Ditadura militar teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República João Goulart e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. O golpe de estado caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Na época justificaram o golpe sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país. Somente quem viveu esta fase pode dizer o que é Ditadura. Diferente de alguns “bobões” que teimam afirmar que ainda vivemos numa Ditadura, quando eles são notificados pela justiça para prestar esclarecimentos sobre fotos e fatos postados de forma ofensiva, inverídica e irresponsável nas redes sociais utilizando-se maliciosamente da tutela sagrada da “liberdade de expressão”. Sábias são as palavras de Papa Francisco proferidas em rede nacional em 15 de Janeiro de 2015 quando disse: “Todos têm não apenas a liberdade, o direito, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum. É legítimo usar esta liberdade, mas sem ofender”.

Durante o Regime Militar, o acesso à livros era restrito e o conteúdo de muitos eram subversivos, bem como seus autores e aqueles que se atrevessem a lê-los. Foram páginas terríveis de nossa história, escritas com sangue, lágrimas, desaparecimentos e mortes.

Já que estamos falando de História, registro parte de um texto de Vaconcelos Quadros, publicado no Site último Segundo, em 15/01/2015, 06:00, iG São Paulo, intitulado: Ponto final da ditadura militar no Brasil, eleição de Tancredo completa 30 anos

“Os ventos da mudança começaram a soprar às 12h25, quando emissoras de rádio, televisão e as agências de notícia – com seus extintos e barulhentos aparelhos de telex – começaram a disparar os detalhes do acontecimento mais esperado das últimas duas décadas: o ex-governador de Minas, o civil Tancredo Neves, da Aliança Democrática, fora eleito naquele instante o novo presidente do Brasil, vencendo o candidato do PDS, deputado Paulo Maluf, por uma diferença de 300 votos. Foram apenas 660 votos válidos e 26 abstenções. O suficiente, em um Colégio Eleitoral até então obediente aos generais de plantão, para tornar o 15 de janeiro de 1985 o marco histórico que encerraria o ciclo militar iniciado em 1964, abrindo caminho para a esperada redemocratização. Um Congresso ainda amedrontado comemoraria discretamente, com aplausos e poucos gritos de “viva a democracia!”, a primeira grande vitória depois de 21 anos de ditadura e mordaça. Era um acontecimento político de vulto. O Brasil de 30 anos depois deve muito à genialidade política do mineiro Tancredo Neves que, mesmo atuando com casuísmo nos bastidores do regime quando a emenda Dante de Oliveira ainda era uma esperança, fez a costura política que permitiu – sem tiros nem rupturas, como dita o jeitinho brasileiro – a troca da ditadura por um regime de liberdade política tão ampla que até a extrema direita hoje tem o direito de berrar nas ruas pela volta dos militares”.

A vitória de Tancredo nas eleições indiretas em 15 de janeiro de 1985 marcou o fim de mais de vinte anos de regime militar no Brasil.

– Doutor, no ano de 1964, eu tinha apenas 10 anos de idade, quando meu pai foi preso durante o Regime Militar. Morávamos em Teresina/Piauí. Naquela época não podíamos ter livro do Jorge Amado. Meu pai adorava o Jorge Amado, ele já tinha sido advertido pelos demais Companheiros que poderia ser preso por isso. Para que isso não acontecesse, a coleção dele foi jogada toda no rio Parnaíba, entretanto, durante uma revista na nossa residência ainda foi encontrado um volume de Jorge Amado e ele foi considerado subversivo e foi preso, levado para um quartel. Eu era uma menina de 10 anos naquela época. Diziam que meu pai já estaria morto, então, fugi de casa e fui até o quartel militar até que consegui entrar, passei por debaixo de armas até que vi meu pai em uma das celas. Ele estava com outros. Falei brevemente com ele que me pediu para dizer em casa que estava tudo bem. Essa história ninguém acreditou, somente anos depois quando ele foi liberto que confirmou em casa, dizendo que não sabia como eu teria conseguido entrar ali.

Naquele cenário, eu era apenas um ouvinte de Dona Antônia que estava totalmente envolvida emocionalmente revivendo tais fatos. São manchas do passado que não se apagam. Para descontrair um pouco, perguntei:

– E hoje a Senhora lê Jorge Amado?

Ela risonha disse:

– Depois que tudo terminou consegui novamente toda a coleção e ainda indicava para meus alunos.

– Gosto de Jorge Amado e muito de Graciliano Ramos.

Ela:

– Eu também. Você já leu sobre a Cadela Baleia?

Eu:

– Já.

E diante daquela linda pedra batizada como Presente de Deus, tive uma nostálgica aula literária:

– Humanização é atribuir aos bichos características e sentimentos humanos. Na literatura brasileira, na obra Vidas Secas do escritor Graciliano Ramos, escrita em 1938, esse processo de humanização de animais é um recurso frequente. A cadela Baleia é descrita e tratada como um membro da família e ela tem mais destaque na obra do que os dois filhos do protagonista Fabiano. O capítulo mais dramático do livro narra a morte da cadela.

 

Eu disse:

– Nossa literatura é tão rica.

E a conversa fluiu de tudo um pouco.

– Dona Antônia e como a Senhora veio para Rurópolis?

-Doutor, Cheguei neste município no dia 15 de Outubro de 1975. Fui professora de classe multisseriada por 02 anos na comunidade do km 235. Em 1978 trabalhei na escola Eurico Vale e continuei estudando em Santarém e Itaituba para aprimorar meus conhecimentos até me capacitar para ministrar aulas nos cursos de Magistério e Contabilidade. Residi bons anos no bairro do leitoso, depois vim morar no centro. Em 2003 chegou minha aposentadoria. Hoje, estou em casa me recuperando aos poucos de um AVC. E tudo isso, vivendo ao lado de meu companheiro José Lopes Oliveira.

Eu:

– Então, a senhora foi uma das pioneiras no município. Sinto-me honrado por comigo compartilhar essas histórias. Muito obrigado. Professora para finalizar, diga-me outro momento marcante na sua vida, o primeiro que vier a sua cabeça.

A professorinha riu e me contou:

– Papai vendou a casa e fomos morar no Maranhão e ali enfrentamos a pobreza. Meu pai trabalhava na roça e mamãe era dona de casa. E para sobreviver também quebrávamos coco. 5kg de coco era trocados por 1kg de arroz por semana, nos comércios locais. Eu era terrível, não sabia quebrar coco, sofria. O tempo foi passando e, paralelamente, a essa vida eu estudava. Adorava estudar. Certo dia, minha irmã Eunice foi para o Maranhão e juntas fomos conhecer a cidade. Ah, este foi o melhor momento para mim, eu não conhecia nada. Não saía para canto algum. Andamos léguas para chegar até a cidade. Eunice e eu fomos até o Secretário de Educação de Santa Luzia do Tide (Prefeito da época)e Eunice tomou a frente e pedimos empregos. E tudo se iniciou aí, ela em Matemática e eu em Letras, cada uma foi para um interior diferente.

Ary Vital para as crônicaE o dia nos campos do senhor foi assim…repleto de histórias, uma dentro da outra, carregadas de emoção e reviravoltas. Daria uma novela, ainda há muita coisa para ser dita, mas o resto somente ela pode contar.

Professora Antônia Rodrigues Oliveira, eu te agradeço imensamente pelo carinho e por ter me recebido de portas abertas em sua casa e em seu coração. Para mim foi um LUXO em tê-la nas minhas crônicas semanais. Nem imaginas o quanto me emocionei e chorei escrevendo estas narrativas. Vejo que ainda sou um “Cara-Pintada” e guardo no peito um “Coração de estudante” vivo, pulsante e eterno. Verdadeiro Presente de Deus.

 

Entre o real e o imaginário, flores e tanques de guerra, entre a verdade e a fantasia aqui contada, o que nem eu já sei mais, encerro a crônica da semana. Um beijo à todos, fiquem com Deus e até semana que vem. Ary Vital Filho.