CRÔNICA DA SEMANA: VIVER A VIDA

CRÔNICA DA SEMANA: VIVER A VIDA

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“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. Concordo plenamente com esta narrativa, infelizmente, não sei informar a autoria, entretanto, isso não apaga o brilho deste pensamento e nem mesmo a sabedoria de seu autor. Aliás, quantos autores de sua própria história preferem ficar no anonimato, vivendo suas aventuras entre o real e o imaginário?!

Ando me cansando muito rápido, principalmente de atitudes desagradáveis, de palavras grosseiras, egos inflamados, de pessoas negativas, aos poucos, vejo que na minha vida não há mais espaço para esses entulhos que somente maculam a alma.

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Hoje minha vida está aberta para pessoas de sorrisos frouxos, de abraços sinceros, de apertos de mãos amigas. Ultimamente tenho pensado muito nisso, pois em breve fecho mais um capítulo no meu livro de memórias e abro outro. Afinal o show não pode parar. Nossa! Como o tempo corre, e olhando para trás, eu vi que tudo valeu a pena. Tantas histórias, reais e/ou imaginárias, o que já nem sei mais, pois já nesta altura do campeonato, elas fazem parte de um só coração, onde transitaram seja de forma dramática até mesmo num formato de comédia, esta seja pública ou da vida privada. E foram tantos personagens para percebermos que no final, se há mesmo um final, que não há mocinhos ou vilões, mas sim apenas seres humanos no palco da vida e defendendo seus papéis.

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13718097_705382636285769_1786368248_oE filosofando sobre essas idas e vindas, folheando as minhas páginas virtuais me deparo nas redes sociais com o perfil de Alessandra Dallabrida num vestido floral e abaixo de sua imagem vários comentários. Também fiz, o meu:

– Alessandra, boa noite! Você leu Coração Tatuado? Não? Ei, estais exatamente como minha personagem, Vida!

E Alessandra, gentilmente, agradeceu o elogio e eu fui mais além:

-Alessandra, empresta tua vida para personalizarmos a Vida?

E, sem qualquer negativa, ela imediatamente topou me respondendo:

– Então, vamos Viver a Vida.

13718094_705382562952443_1851548756_o13718032_705382659619100_839338583_oDepois de alguns dias, para minha surpresa, eu estava diante de Vida. Personagem que criei com tanto carinho no ano de 2001 e graças a ela, Ramon, Harley, Fernanda e Renata, acabei sendo destaque na capa de revista da OPPENES junto às crônicas da semana. Nossa, foi uma emoção tão forte, quando a gente pode encontrar nossas criações, personificá-las. E junto a elas tomar cores e sair de um cenário em preto e branco, como num sopro de vida, iguais aquelas cenas clássicas de cinema. Interessante que me vi voltando ao passado e sentado ao chão com meu notebook no colo criando “Coração Tatuado”, como se todos os personagens estivessem, de alguma forma me observando de longe, esperando as cenas do próximo capítulo e me perguntando o que viria pela frente. E durante as fotografias e filmagens, acabei descobrindo que por de trás daquele personagem de vestido floral, havia uma pessoa maravilhosa, amiga, alegre, espirituosa, questionadora, tão complexa e encantadora como Vida. Obrigado Alessandra Dallabrida por Viver a Vida. Fotos lindas, paisagens belíssimas e uma personagem encantadora. Tudo isso somente foi possível porque você teve a coragem e, acima de tudo a generosidade de encarnar essa personagem. Uma das curiosidades na cena da ponte:

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Perguntou desconfiada Alessandra.

– Claro.

Então, foi o momento que percebi que não tinha errado e estava realmente diante de Vida com seus trejeitos e suas atitudes docemente transgressoras.

É, sem dúvida, a vida é um palco, então cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

E finalizando, com os meus sapatos nas mãos, com os pés no chão e um sorriso no rosto, e com satisfação que entre o real e o imaginário, a verdade e a fantasia aqui contada, o que nem eu já mais sei, encerro a crônica da semana. Um beijo à todos, fiquem com Deus e até a volta. Ariosnaldo da Silva Vital Filho.

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Djavan

Compositor: Charles Chaplin / G. Parsons / J. Turner – Vs. Braguinha

Sorri quando a dor te torturar

E a saudade atormentar

Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Ary CrônicaNos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz

Smile

Crônica & Fotos: Ary Vital Filho

Produção de Arte: Raeudson Costa