ÍNDIOS SATERÉ-MAWÉ BUSCAM APOIO PARA AUMENTAR PRODUÇÃO DE GUARANÁ EM AVEIRO

ÍNDIOS SATERÉ-MAWÉ BUSCAM APOIO PARA AUMENTAR PRODUÇÃO DE GUARANÁ EM AVEIRO

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PREFEITO VILSON GONÇALVES, SECRETÁRIOS E LIDERANÇAS DA ETNIA SATERÉ-MAWÉ (FOTO: DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE AVEIRO)

A produção da etnia Sateré-Mawé no Baixo Amazonas é expressiva, mas eles carecem de equipamentos e assistência para ampliar a área de plantio.

Lideranças das 27 aldeias da etnia Sateré-Mawé, que habitam terras indígenas no município de Aveiro, no Pará, estão buscando apoio do poder público municipal para expandir a produção de guaraná no Baixo Amazonas.

A representação indígena reuniu na noite do dia 11/10, na Câmara de Vereadores com lideranças políticas do município de Aveiro. No encontro estiveram presentes vereadores, o prefeito Vilson Gonçalves, vice-prefeita Conce Santiago, secretários de Saúde, Administração e Educação.

Os Sateré-Mawé manifestaram sua intenção de aumentar a produção de guaraná. Para isso, eles necessitam de assistência técnica e equipamentos, que podem ser viabilizados por meio de parceria com o poder público.

O prefeito Vilson Gonçalves recebeu o pleito dos indígenas e prometeu dar os encaminhamentos no mais curto espaço de tempo possível, para que Aveiro assuma o posto de maior produtor de guaraná do mundo.

Durante o encontro, as lideranças indígenas também falaram de suas preocupações em relação ao abandono em que se encontram principalmente no setor de educação, uma vez que o município de Barreirinhas (AM) cadastrou as escolas indígenas no MEC e recebe as verbas do Ministério da Educação, mas tem deixado os índios sem aulas, sem pagamento de salários dos professores contratados e escolas em estado de abandono.

O povo Sateré-Mawé já manifestou sua vontade de ficar vinculado ao município de Aveiro, tendo inclusive procurado a FUNAI e o MPF para fazer valer a vontade do povo indígena. Os índios querem o MPF entre com uma ação contra o município de Barreirinha para que as escolas indígenas sejam repassadas ao município de Aveiro.

“Nós quer escola, nós tem direito de escolher, e nós escolhe Aveiro. Os Sateré-Mawé estão no Pará e em Aveiro e não quer mais ser maltratado por Barreirinha, que abandona os índios”, declarou o cacique geral, Cândido Sateré-Mawé.

Fonte: G1 Santarém, PA